quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Festas Felizes


São os votos da Companhia Contigo Teatro

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Novos Projectos


Terminou "La Nonna". Mas a vida da Companhia não para. De lá para cá tem sido uma "correria", já a pensar no próximo projecto, para o próximo ano, inserido nas comemorações dos 500 anos da cidade do Funchal.

"O Sonho de Uma Noite de Verão" de William Shakespeare (na versão de Hélia Correia) é o desafio proposto. Será duro. Será uma longa caminhada até à estreia no palco do Teatro Municipal. Está lançado o desafio e a Companhia responderá como sempre o faz... com garra, afinco, talento e vontade.

domingo, 21 de outubro de 2007

A Companhia Informa...


Atendendo aos inúmeros apelos daqueles que não conseguiram bilhete para o espectáculo, e com o aval do Teatro Municipal, “LA NONNA” estará novamente em palco, na próxima terça e quarta feira, dia 23 e 24 de Outubro, sempre pelas 21h30, mantendo-se o preço do bilhete em 5 euros.

sábado, 20 de outubro de 2007

"La Nonna" na RTP Madeira

video

"Imagens RTP Madeira - 19/10/2007"

domingo, 14 de outubro de 2007

Ficha Técnica



Autor: Roberto Cossa
Tradução: Luiz Rizo
Encenação: José António Barros
Assistente de Encenação: Sandro Nóbrega

Elenco:
João Carlos Abreu - AGOSTINHO
José António Barros - CHICO
José Luís Fernandes - EUSÉBIO
M.ª José Costa - NONNA
Mónica Trindade - VANESSA
Paula Camacho - MARIA
São Gonçalves – LÚCIA
Contra-regras:
Sandro Nóbrega
Luis Miguel Rosa
Ricardo Sales
Assistentes: Ana Sofia Gouveia, Sofia Sales, Tatiana Silva, Marta Lagos, Laura Gonçalves, Madalena Figueiroa, Maria João Pestana e Raquel Espírito-Santo

Caracterização: São Gonçalves / Mónica Trindade
Cabelos: Elite Cabeleireiros
Figurinos: São Gonçalves
Cenografia: Ricardo Sales
Execução musical: Marco Brito e André Abreu
Operação de som: Romualdo Santos
Desenho de luz: Célia do Carmo
Iluminação/ Operação de luz: TMBD

Divulgação/ Imprensa/ Programa: Luís Miguel Rosa
Design Gráfico: José António Barros e Luis Miguel Rosa
Conteúdos Multimédia: Luis Miguel Rosa

Produção: Contigo Teatro

domingo, 30 de setembro de 2007

Projecto "La Nonna"

video
(todos os direitos reservados)

Ideia: José António Barros e Luis Miguel Rosa
Execução: Luis Miguel Rosa

domingo, 23 de setembro de 2007

O Cartaz da peça

"La Nonna" já tem cartaz oficial. Ideia original de José António Barros e concepção Contigo Teatro.

(Todos os direitos reservados)

Calendarização e Bilheteira


Data e hora dos espectáculos:
Dia 17, Quarta-feira: 21h30
Dia 18, Quinta-feira: 21h30
Dia 19, Sexta-feira: 21h30
Dia 20, Sábado: 21h30
Dia 21, Domingo: 18h00
Local:
Teatro Municipal Baltazar Dias

Bilheteira:
Público em geral : € 5,00

Reservas:
telefones: 961547143 / 911100015
e-mail: geral@contigoteatro.com


Sobre o Autor

Roberto Cossa, um dos dramaturgos chave da literatura argentina, nasceu o 30 de Novembro de 1934 no Bairro Villa del Parque, em Buenos Aires. Começou a actuar aos 17 anos num teatro em San Isidro, mas cedo abandonou a representação, e em lugar disso desenvolveu uma extensa obra como dramaturgo e crítico de teatro.

Descreve-se como actor frustrado: “Muitas vezes perguntei-me que me aconteceu a mim com a actuação. Acho que não sentia-me seguro, e não tive a intuição ou a lucidez de me por a estudar” – diz o autor. Como jornalista, passou por Clarín, O Cronista Comercial e A opinião. Correspondente clandestino durante dez anos do Prensa Latina, a agência de notícias cubana. O próprio define-se como socialista e admirador da Revolução Cubana.

A realidade social e a história politica da Argentina marca presença constante na sua obra. “Poucos autores tem alcançado tão perfeito grau de lucidez na interpretação da realidade social e no comportamento da classe média como Roberto Cossa” – diz Osvaldo Soriano, no prólogo de Teatro/1, o primeiro volume das obras completas de Cossa.

De entre elas destaca-se uma obra-mestra: "El viejo criado" (1980). “Toda a miséria argentina está ali: o autoritarismo, a mentira, a cegueira histórica, a estupidez, a ignorância, a prostituição dos valores éticos e morais. Com uma lucidez implacável, através de um bela metáfora, Cossa passa revista à Argentina do último quartel do século XX e mostra o fim e passividade que incumbe o germe da tragédia hoje.” Cossa é o autor de outras obras de grande êxito como La Nona (1977), Gris de ausencia (1981), Yepeto (1987), várias delas levadas ao cinema.

Impôs-se desde a sua primeira peça, em 1964, representando a classe média argentina à procura da felicidade feita simplesmente de alegrias quotidianas. Ele encarna as frustrações de uma sociedade sem êxito e em busca da sua identidade. Toda essa plebe de classes médias baixas que continuam a acreditar em dias melhores. Cossa conhece-os e ama-os, essas pessoas do seu bairro, filhos dos emigrantes italianos, como ele, mas também os argentinos de origem. O que os faz mover, os seus sonhos, as suas ambições, as suas ilusões, é também a força das peças de Roberto Cossa.

Entre a sua vasta obra encontramos:
• Nuestro fin de semana (1964)
• Los días de Julián Bisbal (1966)
• La ñata contra el vidrio (1966)
• La pata de la sota (1967)
• El avión negro (1970) (escrita conjuntamente com Germán Rozenmacher, Carlos Somigliana e Ricardo Talesnik)
• La Nona (1977)
• No hay que llorar (1979)
• El viejo criado (1980)
• Gris de ausencia (1981)
• Tute cabrero (1981)
• Ya nadie recuerda a Frederic Chopin (1982)
• El tío loco (1982)
• El viento se los llevó (1983) (escrita conjuntamente com Jacobo Langsner, Eugenio Griffero e Francisco Ananía)
• De pies y manos (1984)
• Los compadritos (1985)
• Yepeto (1987)
• El Sur y después (1987)
• Angelito (1991)
• Lejos de aquí (1993)
• Viejos conocidos (1994)
• Dom Pedro dijo no (1994)
• Los años difíciles (1997)
• El saludador (1999)
• Pingüinos (2001)
• Historia de varité (2002)


Para mais informação sobre o autor, clique aqui.

Quem é "La Nonna"?

Imagem cortesia "Teatroesfera.com"

La Nonna é uma avó centenária interessante e burlesca dotada de um apetite exagerado que destrói uma família de emigrantes italianos. Empanturrando-se até não poder mais, mesmo o que não é comestível, ela leva a família à ruína, fazendo-os passar as piores vergonhas. Os familiares elaboram estratégias para se verem livres dela mas os aprendizes a marginais depressa se vão tornar os artesãos das suas próprias desordens e vítimas da farsa.

Quem é La Nonna? Pode ser o Estado, que impõe tudo e pressiona até ao limite; pode ser sociedade inexorável em que vivemos; pode ainda ser a família, vista nos próprios sistemas de valores e crenças onde nos afiliamos.

Para nós, a personagem La Nonna – como os gigantes vorazes dos contos infantis, assustadores mas sempre persuasivos – pode ser lida como uma figura mítica que remonta às origens do Homem. O seu comportamento revela a grandeza da sua dupla natureza dionisíaca, força de vida e de morte. Ela pode representar o retorno temido ao instinto elementar e horrível, a desordem absoluta em oposição à cultura e à ordem social.

La Nonna, considerada no seu estatuto de “monstro”, proporciona-nos um prazer inacreditável. Ela torna-se uma hóspede permanente da nossa imaginação pela sua vitalidade, ainda que centenária, que incarna o arquétipo divino do exagero.
A desordem e o mal que ela introduz na sua família levam todos os seus membros à transgressão dos tabus. Ela provoca no seu meio uma série de inversões de valores: a sua neta prostitui-se, os seus filhos caem na delinquência e na exclusão. Em cada aparição da Nonna, dá-se uma ruptura no universo quotidiano.

La Nonna é, por assim dizer, um afastamento relativamente à natureza e deve provocar em nós reacções contraditórias: tristeza e prazer, riso e piedade. Enfim, esta velhinha, um pouco grotesca e engraçada, é um duplo de todos nós e reflecte os nossos desejos de poder, de eternidade, de violência – tudo o que está habitualmente recalcado no inconsciente.

Sinopse de "La Nonna"


Uma família de raízes italianas, numa qualquer cidade que pode muito bem ser Buenos Aires, ou até, porque não, o Funchal, depara-se com a miséria e culpa a sua avó centenária pelo facto dela comer desmesuradamente. A avó, a Nonna, fala uma mistura hilariante de italiano e de português, mas é fácil de compreender, pois cada palavra é sobre comida e não faz mais nada a não ser comer. Os esforços da sua família para evitar a ruína transformam-se em esquemas com vista a se livrarem da Nonna. Mas as qualidades de uma sobrevivência secular prevalecem e acaba por ser um outro membro da família a ficar apanhado em cada armadilha empreendida. O escasso espólio que a família possui acaba por ser vendido ou penhorado, mas a Nonna ainda assim persiste na sua voracidade.

Encenação

Viva!

De entre muitas peças que leio ou assisto, meia dúzia delas ficam na minha lista imaginária de peças a encenar e a produzir antes de morrer. La Nonna, de Roberto Cossa, figurava no “top” desse rol desde que assisti à estreia da mesma, pelo grupo Teatroesfera, encenado pela Paula Sousa no Teatro Armando Cortez. Porque é que gostei tanto desta peça? Boa pergunta! São tantas as razões, e podia enumerá-las seguidamente, mas em vez disso, apenas deixo algumas ilações e desafio o espectador a encontrar a resposta ao longo do que vai assistir esta noite.

Talvez por ser um texto inusitado, uma situação absurda, cujo suspense prende do primeiro ao último minuto do espectáculo. Ou pela personagem inesquecível da Nonna, que considero ser uma daquelas que deve figurar em qualquer lista (que se pretenda honesta) das dez figuras mais marcantes do teatro universal.

Talvez porque a peça se reveste de uma leveza cénica que corre pelo palco como o voo de uma borboleta, ou pela homogeneidade da interpretação das personagens. Além de que La Nonna é a própria modernidade em cena e, para além disso, um retrato refulgente e vivo do canibalismo social.

Ou ainda talvez porque a cena contagia, comunica e surpreende de uma forma que é impossível ficar distante dela, pelo que adivinho que o espectador não chegará ao final da representação sem que tivesse balbuciado umas palavras, como se quisesse fazer parte da cena.

Ou será porque o autor tem a precisão de um cirurgião, e através do bisturi dramatúrgico, entra e rasga a carne da sociedade, incapaz de deter a voracidade de alguém com quem nos acostumamos a conviver e todos queremos matar. E ainda rimos da tragédia! Somente os mestres o conseguem, e Roberto Cossa consegue. Reparem que a confluência trágica / cómica percorre e se dilui simultaneamente nos domínios do absurdo e do realismo. Esse é um dos segredos para o êxito desta peça.

A obra continua a dar voltas ao mundo, mesmo 30 anos após ter sido escrita. Porquê? Porque continua vigente. Acho que está muito relacionada com a nossa maneira de viver. La Nonna representa a voracidade que se instala no interior da nossa casa e que vai destruindo toda a boa convivência. É um símbolo expressionista do consumismo desapiedado que tomou conta da nossa vida e transformou-se num comportamento generalizado da sociedade. No tempo em que vivemos, ressurge perigosamente entre nós um mal tão ignóbil: o egoísmo. As pessoas vivem cada vez mais de costas voltadas umas para as outras. Competem ferozmente por coisas insignificantes e não olham a meios para atingir fins meramente economicistas e pessoais. O egoísmo corrói a virtude humana, põe a nu o pior que há em cada ser, e tem efeitos irreversíveis. É uma doença contagiante e de cura complicada. Os sintomas estão à vista de todos: solidão, depressão, revolta, guerra, morte...


Ao perspectivar o espaço cénico, procurei que o mesmo fosse concebido numa óptica um tanto ou quanto desproporcionada. Sem a necessidade de exageros, o espaço, o vestuário e a representação conseguem levar-nos numa direcção extraviada entre o possível e o impossível. Reforçar o aspecto absurdo, dramático e cómico da peça é intenção, mas sem perder a carga realista que a obra encerra. Vagueei, deste modo, entre o conto fantástico, o universo de banda desenhada e a vida do dia-a-dia, procurando salientar dessa forma as potencialidades desta portentosa tragicomédia.


José António Barros

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

"La Nonna" já roda


O novo trabalho da companhia Contigo Teatro já está em marcha. "La Nonna" do argentino Roberto Cossa, com tradução de Luiz Rizo, foi a obra escolhida. A encenação fica a cabo do estreante José António Barros. O palco é como não poderia deixar de ser, o Teatro Municipal Baltazar Dias.

Todos estão a trabalhar empenhadamente dia e noite para a estreia de "La Nonna". Um espectáculo que promete surpreender, e se tornar num daqueles momentos singulares no teatro madeirense!

Palavra da Companhia!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Dina Pimenta apresente "Pintura... Depois do Sol"

(Dina Pimenta expõe o seu trabalho no Museu Casa da Luz)

"Pintura... Depois do Sol" é o título da nova exposição da pintora madeirense Dina Pimenta, que estará em exibição a partir de amanhã, quarta-feira, no Museu da Casa da Luz, pelas 19h30.

Dina Pimenta, funchalense de gema, é licenciada em pintura pelo Instituto Superior de Arte Plástica da Madeira, e já conta no seu vasto currículo participações em várias exposições de pintura, onde se destacam a Pintura Mural, na Zona Velha da Cidade e no Teatro Municipal Baltazar Dias (1988), participação no Salão de Outono "Plascencia" (1999), e mais recentemente na exposição "Diver(c)idades" que reuniu vários artistas de vários ramos artísticos (2007).

Em 1985 foi distinguida na sua arte pelo Governo Regional da Madeira, e em 1999 venceu o 1º prémio no 2º Salão de Primavera de Artistas Plásticos da Madeira.

A exposição estará aberta a todo o público no Museu da Casa da Luz, no Funchal, a partir do dia 19 de Setembro, no horário normal de funcionamento do espaço.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

(re)Visitação no ArtForum

(Rita Rodrigues expõe “(re)VISITAÇÃO” no Art Forum)

O Forum Madeira continua a apostar nos artistas plásticos madeirenses, desafio a que se propôs com a criação do ART Forum, espaço que a partir do próximo dia 1 de Setembro recebe “(re)VISITAÇÃO”, uma exposição de Artes Plásticas de Rita Rodrigues.

Em forma de retrospectiva, “(re)VISITAÇÃO” concilia vários meios operatórios de expressão plástica, do desenho à pintura, da fotografia à serigrafia, passando pelas técnicas mistas. Uma visita a esta mostra propõe um olhar atento sobre os corpos, os objectos, as vivências, com o propósito de provocar sensações.

Natural do Funchal, Rita Rodrigues é Licenciada em Artes Plásticas/Pintura pelo Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira (ISAPM), hoje Departamento de Arte e Design/UMa, e Mestre em História variante História da Arte. A artista tem no seu palmarés alguns prémios (Poesia e Serigrafia) e foi co-fundadora da Circul'Arte. Expõe desde 1983 em mostras colectivas, nas ilhas e no continente, e desde 2006 já realizou duas mostras individuais (Casa da Cultura de Câmara de Lobos e Galeria Casa das Mudas) sendo a presente exposição do Art Forum a terceira individual. Foi, ainda, colaboradora das revistas «Espaço-Arte» (ISAPM), “PoliArte” (SAAD), “Salém” e FNC.

A ART Forum, espaço do Forum Madeira dedicado à arte, palco de inúmeras exposições, presenteia agora os seus visitantes com uma mostra onde a instalação que apresenta, aliada à pintura, desenho, serigrafia e fotografia, que vagueia entre a predominância do preto e branco (fotografia) e a exaltação cromática (serigarfia e pintura) seduzem o visitante e levam-no a reflectir sobre a vida e sobre nós próprios.

A exposição estará aberta a todo o público no Fórum Madeira, durante todo o mês de Setembro, no horário normal de funcionamento do centro comercial.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

33º Edição da Feira do Livro

O programa das festividades é o que se segue:

11/05 – Sexta
08h30/10h30 Ler a Andar - (Autocarros)
09h00/16h00 Instalação dos Expositores (Feira)
17h30/19h30 Ler a Andar - (Autocarros)
18h00 Inauguração Oficial da Festa do Livro (Feira)
18h00 Exposição – Autores Portugueses – Ana Margarida Falcão e Diana Pimentel (Stands)
18h00 Exposição Poesia, Que Poesia? - António Pestana, Eduardo Freitas e João Dionísio (Teatro Municipal)
18h00 Exposição Bio – bibliográfica: Joaquim Gomes Monteiro e Comissário Paulo Sá Machado (Teatro Municipal)
20h00 Concerto – Banda Distrital do Funchal (P. Restauração)


12 – Sábado
11h00 Reunião de Editores (Pav. dos Autores)
16h00/18h00 Passeio Cultural – Conheça o Funchal (Pav. dos Autores/Cidade)
16h30 Concerto – Ensemble de Saxofones do Conservatório (P. Restauração)
17h00 Contadores de Histórias – Octaviano Correia (Feira)
17h30 Atelier Infantil de Pintura sobre Histórias (Feira)
18h00 Peça Infantil – Fantoches - “Uma Aventura nas Desertas” (Feira)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
21h30 Concerto Abertura – Orquestra de Sopros das Bandas (Jardim Municipal)


13 – Domingo
15h00/20h00 Leitura Colectiva de Ilhéus de Horácio Bento de Gouveia (Pav. dos Autores)
16h00/19h00 Reuniões de Autores com Editores (Pav. dos Autores)
17h00 Contadores de Histórias – Irene Lucília (Feira)
17h30 Atelier Infantil de Pintura sobre Histórias (Feira)
18h00 Peça Infantil – Fantoches – “A Nova Cinderela” (Feira)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)


14 – Segunda
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
19h00/20h00 Concurso Escolar (Jardim Municipal)
20h00 Concerto - Banda Paroquial da Camacha (P. Restauração)


15 – Terça
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
19h00/20h00 Concurso Escolar (Jardim Municipal)
20h00 Concerto - Banda Municipal de Câmara de Lobos (P. Restauração)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


16 – Quarta
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
19h00/20h00 Concurso Escolar (Jardim Municipal)
20h00 Concerto – Banda Municipal de Machico (P. Restauração)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


17 – Quinta
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
19h00/20h00 Concurso Escolar (Jardim Municipal)
20h00 Concerto – Banda Recreio Camponês (P. Restauração)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


18 – Sexta
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
18h00 Recital de Poesia Infantil – Mariana, o fantoche e Maria Aurora (Feira)
18h30 Workshop de construção de fantoches (Feira)
19h00 Sensibilização ao manuseamento dos fantoches de dedo (Feira)
20h00 Concerto – Banda Municipal de Santana (P. Restauração)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


19 –Sábado
10h00 Passeio Cultural – Conheça o Funchal (Pav. dos Autores/Cidade)
10h00/15h00 Feira de Coleccionismo da DRJ (P. Restauração)
11h00/23h00 12h Banda Desenhada (P. Restauração)
16h30 Concerto – Ensemble de Clarinetes do Conservatório (P. Restauração)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
17h00 Contadores de Histórias – Francisco Fernandes (Feira)
17h30 Atelier Infantil de Pintura sobre Histórias (Feira)
18h00 Peça Infantil – Fantoches – “Basta que sim” (Feira)
21h00 Concerto - Coros e Bandolins (Jardim Municipal)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


20 – Domingo
16h00/18h00 Passeio Cultural – Conheça o Funchal (Pav. dos Autores/Cidade)
16h30 Concerto – Combo de Jazz do Conservatório (P. Restauração)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Apresentação de livros (Pav. dos Autores)
17h00/20h00 Os Autores e o Público – Sessões de Autógrafos (Pav. dos Livreiros)
17h00 Contadores de Histórias – Maria Aurora (Feira)
17h30 Atelier Infantil de Pintura sobre Histórias (Feira)
18h00 Peça Infantil – Fantoches – “A Nova Cinderela” (Feira)
19h00 Concerto Orquestra Sopros das Bandas (P. Restauração)
21h30 Teatro – “Comichão Europeia” - Nuno Morna (Teatro Municipal)


quinta-feira, 10 de maio de 2007

Comentários ao "Despertar" - Espectadores

Por Luísa Gouveia:
Foi uma peça fantástica de certeza. Tenho imensa pena por não ter visto. Mas toda a maralha está de parabéns. Sei que foi uma peça forte, repleta de emoções e vocês despiram-se todos de preconceitos. Mostraram a nossa pequena sociedade, situações dramáticas e reais que ocorrem com frequência no nosso quotidiano.

Por Susana:
Olaz!!
Parabéns a todos pelo trabalho k fizeram! Lindo mesmo!!
peça estava linda!!! e vocês foram todos maravilhosos! =)*
O vídeo esta' lindo as fotos tb, claro os modelos tb ajudaram! =)*
Beijinho, Susana* (menina do casting l0ol)
PS: obrigado a todos pela simpatia com k me receberam nos camarins! São todos muito kridos x'D*

Por José António Barros:
Uma pequena nota para saudar os participantes desta peça. Fico satisfeito por tudo o que foi conseguido. Ler os vossos comentários transporta-me para momentos distantes de igual regozijo e felicidade por outros trabalhos que ao passado pertencem.
Venha a próxima produção. E quanto antes!

Por Vanda:
Parabéns ao Contigo Teatro por ter subido ao palco com temas tão difíceis de trabalhar como o são o aborto, a homossexualidade, prostituição e toxicodependência, adolescência e os seus conflito e ainda a surdez das famílias. Temas esses que nos deixaram a rir, mas sobretudo que abriram espaço para a reflexão. Temos que colocar os jovens diante dos seus próprios problemas e dilemas e nisso o Contigo Teatro deu o seu contributo.
A "Violeta"(penso que a Diana) está certa, encontrou o seu lugar no palco! Parabéns pela interpretação.
Falaram em algo mágico... só quem lá passa sabe como é... de facto a nostalgia do dia seguinte não é fácil de aceitar, pois o "perfume do palco" deixa-nos estonteados durante muito... muito tempo.
Parabéns a todos!

Por Hugo Olival:
Foi com muito agrado que vi a peça "o Despertar da primavera" e quero vos dar os parabéns porque adorei!
Parabéns mais uma vez!
Cumprimentos

Por Eduardo Luiz:
Ao Contigo Teatro obrigado pelo espectáculo.
Foi bom revisitar este texto. Conheci-o aos vinte e cinco anos através do Fernando Heitor e com parte dele fui ao centro cultural de Évora onde conheci pessoas fantásticas do mundo do Teatro. Foi bom ver esta leitura para hoje, aqui, presente.
Parabéns a todo o elenco pelo trabalho. Como sempre mais e melhor teatro cada dia que vai passando. Parabéns também à Maria José e aos que mantêm o Contigo em movimento.

Por Toríbia Carvalho:
Olá..
Mando um email simplesmente para dizer que a peça "O despertar da Primavera"
está Linda! Fui hoje ver e ADOREI... mesmo Linda.
Actores muito Bons. Houve um que despertou-me mais a atenção que além de representar muito bem é muito bonito! O Pedro Sousa que interpretou o Melchior! :)
Desejo tudo de bom para todos os actores!
Beijos*

Comentários ao "Despertar"

Por Sandro Nóbrega:
Gostaria de dizer a todos aqueles que viram, a todos aqueles que não viram, a todos aqueles que ouviram falar, a todos aqueles que nunca ouviram falar, que há experiências na vida que nunca se esquecem. "O Despertar da Primavera" de Wedekind, pela Companhia Contigo Teatro, foi uma dessas lições de vida que a todos deve tocar.
Primeiro a quem assiste, pela mensagem que veicula e pelo sentir que transmite, pela reflexão que impulsiona, pelas sensações e impressões que marca no espírito de cada um...
Depois, a quem se dedicou a este projecto de corpo e alma, a todos os amigos com quem partilho estas experiências de vida e este crescimento interior, a todos aqueles que ainda nao conhecia, a todos aqueles com quem partilhei o nervosismo, a ansiedade, o interesse, a descoberta, as alegrias, as frustrações... A estes dedico todos os aplausos que recebi e a coragem que tive... Agora ficam as noites por preencher até à próxima aventura da Contigo Teatro... Um até breve...
(ah!, já agora, cá vai o meu riso para quem se lembrar dele: Ah! Ah! Ah!... - deve ser lido sempre sem energia nenhuma eheh)


Por Sofia Sales:
Acabou...
hoje acordei com um vazio em mim,não só por causa da fome, mas também por saber que não ia mais para o Baltazar dias e que não ia mais encontra-vos pelo menos por uns bons tempos!!!
Esta experiência foi maravilhosa e foi com a nossa união, esforço e empenho que conseguimos este sucesso!!!Ultrapassamos juntos o publico fácil, menos fácil, difícil e enfrentamos nervoseiras e "stresses" uns dos outros. O melhor de tudo é que no fim rimos e choramos de satisfação pelo quão gratificante foi este trabalho para nós!!!!
Adorei e estou muito grata e feliz por ter participado convosco neste projecto!
Vou ter tantas saudadesssss...
Espero que nos voltemos a encontrar num outro projecto!


Por Sofia Gouveia:
É verdade... o Despertar acabou e saudades já deixou. Acontece de tudo quando trabalhamos juntos, passamos por muito mas tudo isso justifica este magnifico fim "O Despertar da Primavera". Vou ter saudades de tudo e só espero mais uma vez poder pisar o palco do Teatro Municipal Baltazar Dias com todos vós. Beijos grandes***


Por Tatiana Silva:
Bem, acabou, mas foi magnífico e podemo-nos orgulhar deste trabalho!!!
Passou somente um dia e já perece uma eternidade...
Espero nunca me separar de vocês, pois vocês e esta peça foram uma das melhores coisas que me aconteceram na vida, foi algo que nunca se apagará da minha memória e do meu coração!!!
Obrigada elenco maravilhoso!


Por Pedro Sousa:
Quero que saibam que foi para mim um grande privilegio, trabalhar com todos vocês, nesta peça que foi o fruto de um grande trabalho e empenho por parte de todos nós. Agora apenas restam memórias, saudades e grandes amizades, daquilo que foi um grande espectáculo em todas as sessões que fizemos, e de todos os ensaios. Espero voltar a contracenar com todos vocês, num futuro que tanto pode ser próximo como distante. Um grande abraço a todos e beijinhos pra todas! E até uma próxima senão for antes!


Por Diana Duarte:
Assim que cliquei no 'play',veio logo espreitar aquela lágrima que insiste em correr pela minha cara de cada vez que me lembro de todos vocês e do que juntos conseguimos. Ensinaram-me o verdadeiro sentido de muitas palavras: União. Esforço. Sacrifício. Empenho. Paixão. Envolvência. Sonho! E acima de tudo, TEATRO. Apaixonei-me de tal maneira pela minha personagem que não consigo de maneira nenhuma separar-me dela! Nem Quero!!
Quero ser para sempre Violeta, ter amigas como a Marta e a Tina, uma mãe como a Senhora Baptista, um corpo docente como o da peça e um director tão 'sui generis' como o CoitoFraco. Quero ter para sempre uma paixão desmedida pelo Melchior, uma sogra fantástica como a Teresa e um sogro terrível como o Senhor Gabriel. Quero entregar conservas à Ilse, à Gina, à Lena e à Maria e só gostava de ter podido viver mais para ter sido amiga do Filipe, para me chocar com a mãe dele e ter conhecido o Ernesto e o Alexandre, o Jorge e o Roberto.. Quero mais do mesmo, tudo de novo, uma e outra vez! Penso falar por todos quando digo que um vazio enorme assaltou as minhas noites desde que tudo isto acabou.. Respeito-vos, admiro-vos e Adoro-vos a TODOS, por tudo o que aprendi e por tudo aquilo que fui por causa de vocês!!


Por Nuno Santos:
Viajas na estrada da ilha em milésimos de segundos por entre o sim ou o não.
Possivelmente a tremedeira das mãos já sentes apoderar-se do teu comportamento.
A ansiedade sobe, o desejo de ser tu começa a superar o humanamente eu.
Ladrilha-se até à porta o caminho por onde a passagem se transforma em cristal.
Por entre todas as entradas e entranhas segue-se o cheiro da adrenalina.
Começa a ficar cada vez mais ténue a visão do espectáculo.
Aquece o chão onde pões os pezinhos de lã, sobranceiramente.
Ilumina-se ao longe uma nesga escuridão.
É pesadamente perto de ti a fileira interminável dos sitos lugares.
Seguram os anjos por cima de ti uma bela e incontornável cruz.
Outros seguem ainda passeando lá no alto por entre as luzes dos candeeiros.
Vais fugindo com o olhar as luzes veladas que se insurgem no limiar da vista.
Segues apressadamente a mente para os demais olhares sobrepostos em ti.
Esgueiras-te depressa e sem muito alarido por entre as cortinas macias e apaziguadoras.
E depressa, como um caracol, correm dos dois lados volatilmente duas peças vermelhas.
Sorri-se amalgamente para o fundo iluminado da luz do dia.

Video do "Despertar"

Com o final de "O Despertar da Primavera", pelo Contigo Teatro, chegou a altura de dizer um "até à próxima" entre todos os envolvidos. O que se segue é um pequeno vídeo feito por um dos nossos membros da colectividade.


Este vídeo está disponível em: Cantinho do Mundo

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Notícia no Jornal da Madeira

Eis a prova que o Jornal da Madeira está atento (e que compensa ter um site na internet)...

"in" Jornal da Madeira, 22 de Fevereiro de 2007
(clique para aumentar)


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Bilhetes

Bilhetes normais:
Público em geral : € 10,00
Estudantes e Terceira Idade: € 5,00

Bilhetes especiais:
Grupos de alunos com marcações feitas pelas Escolas: € 2,50 por aluno
Professores acompanhantes dos alunos: € 2,50

Reservas:
telefones: 961547143 / 911100015
e-mail: geral@contigoteatro.com


(em breve estarão igualmente disponíveis nos balcões das lojas Fnac, na Madeira)

Calendarização


Data e hora dos espectáculos:

Dia 7, Quarta-feira: 21h30
Dia 8, Quinta-feira: 10h30 e 15h00 (Sessões especiais para as Escolas)
Dia 9, Sexta-feira: 10h30 (Sessões especiais para as Escolas) e 21h30
Dia 10, Sábado: 15h00 (Sessões especiais para as Escolas) e 21h30
Dia 11, Domingo: 18h00
Dia 12, Segunda-feira: 10h30 e 15h00 (Sessões especiais para as Escolas)

Local:

Teatro Municipal Baltazar Dias

Ficha Técnica

Encenação.................. Onivaldo Dutra
Direcção De Actores........ Marco Mascarenhas
Texto Original............. Frank Wedekind
Adaptação.................. Marco Mascarenhas e Onivaldo Dutra

Personagens / Intérpretes

Melchior Gabriel .......... Pedro Sousa
Filipe Esteves............. Fernando Melo
Ernesto.................... Miguel Rosa
Alexandre Grilo............ Sandro Nóbrega
Jorge...................... Jorge Paulos
Roberto.................... Nuno Santos

Violeta Baptista........... Diana Duarte
Marta...................... Marta Lagos
Tina....................... Laura Gonçalves
Maria...................... Sofia Sales
Gina....................... Sofia Gouveia
Lena....................... Tatiana Silva
Ilse....................... Mónica Trindade

Senhora Baptista........... São Gonçalves
Teresa Gabriel............. Paula Camacho
Senhor Gabriel............. António Neto
Senhora Esteves............ Andreia Sales
Tia Felícia (Parteira)..... Maria José Costa
Padre...................... António Neto
Dama....................... Sofia Gouveia

Coitofraco................. Ricardo Sales
Albarda.................... Miguel Rosa
Prof. Valgina.............. Sofia Gouveia
Prof. Fedora............... Andreia Sales
Prof. Aldina............... Isabel Silveira
Prof. Tarantela............ Maria José Costa

Meninos Do Reformatório.... Miguel Rosa, Sandro Nóbrega, Jorge Paulos, Nuno Santos e Ricardo Sales

Criação de Cenários, Sonoplastia e Iluminação
Onivaldo Dutra e Marco Mascarenhas

Design Gráfico............. Marco Mascarenhas
Criação de Figurinos....... São Gonçalves e Marco Mascarenhas
Confecção de Figurinos..... Atelier Aiborda
Caracterização............. São Gonçalves
Cabelos.................... Elite Cabeleireiros

Produção
Companhia Contigo Teatro

Apoios / Agradecimentos
Comissão dos 500 anos do Funchal
Câmara Municipal do Funchal – Departamento Cultural
Direcção Regional da Juventude
Sodiprave
Elite Cabeleireiros
Escola Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva
Funcionários do Teatro Municipal Baltazar Dias

O Cartaz da peça

"O Despertar da Primavera" já tem o cartaz oficial. Por Marco Mascarenhas.

(todos os direitos reservados)

Sobre o Autor de "O Despertar da Primavera"

Franklin Wedekind

Biografia:

Benjamin Franklin Wedekind nasceu em Hannover, na Alemanha, a 24 de Julho de 1864. Durante a sua vida destacou-se na arte da escrita, sendo considerado por muitos, como um dos maiores dramaturgos alemães de sempre. Foi Bertold Brecht que disse sobre Wedekind: "Como Tolstoi e Strindberg ele foi um dos grandes educadores da Europa moderna."

Faleceu a 9 de Março de 1918, na cidade de Munique, deixando atrás de si um espólio inigualável.


Cronologia:

1864 - Nasce em Hanover, Alemanha, filho de um médico liberal e politicamente activo que, desgostoso com o falhanço da Revolução de 1848, deixara a Alemanha para se refugiar na América e de uma antiga cantora de ópera alemã que tinha acabado por cantar "vaudeville" em San Francisco.

1872 - A família de Wedekind sai da Alemanha para ir viver para a Suíça, ainda por motivos políticos. Frank Wedekind recebe lições em casa e numa escola pública.

1884 - Wedekind parte para Munique para estudar Direito.

1885 - Toma a decisão de se dedicar principalmente à escrita. Apesar de os seus trabalhos literários desta altura terem várias formas (poemas, peças e histórias), Frank Wedekind já tem ideias definidas em questões de estilo: rejeita todas as formas de naturalismo, apesar de, cada vez mais com os escritores socialistas naturalistas. Trabalha para obter uma independência económica.

1886 - Escreve Arte e Mammon.

1887 - Torna-se secretário do Circo Herzog que acompanha nas suas "tournées" pela Europa. Escreve O Despertar de Elin, peça em verso que nunca chegou a ser representada.

1888 - Morre o pai de Wedekind. Torna-se independente economicamente. Parte para Berlim de onde é expulso devido a questões de nacionalidade.

1889 - Fixa-se em Munique, onde conhece W. W. Rudinoff, um estranho homem cheio de talento que era artista de variedades e pintor. O seu excêntrico estilo de vida leva Wedekind até ao submundo da vida noturna de Munique, introduzindo-o no mundo dos divertimentos populares. Escreve O Mundo Novo.

1890 - Escreve O Despertar da Primavera.

1891 - Publica O Despertar da Primavera. É inviável a representação das suas peças. O naturalismo domina os teatros e Wedekind é decididamente antinaturalista. Parte para Paris onde entra na atmosfera de boémia das Variétés Parisiennes e do Cirque d`Hiver. Dá-se com palhaços, "boxeurs", cantores e refugiados políticos.

1892 - Escreve Fritz Schwigerling.

1894 - Parte para Londres. Torna-se secretário de Willy Gretor, um falsificador de quadros. Volta para Paris onde encontra Lou Salomé, a amiga de Nietzsche, Freud e Rilke, que tinha acabado de publicar As Personagens Femininas de Ibsen, obra feminista que vinha ao encontro das actuais preocupações de Wedekind. Encontra Strindberg e Albert Langen, futuro editor de suas obras.

1895 - Publica O Espírito da Terra, primeira parte da trilogia Lulu. Volta para Berlim, na esperança de ver O Espírito da Terra representado pela Freie Buhne, já célebre pela ousadia das suas encenações de Os Espectros de Ibsen e das primeiras peças de Hauptmann. Estas tentativas falham e volta para Zurique onde ganha a vida fazendo leituras públicas de Ibsen sob o pseudónimo de Cornelius Minehaha.

1896 - Langen funda o jornal Simplicissimus, liberal, satírico e erótico. Wedekind colabora regularmente juntamente com nomes como os de Knut Hamsun, Heinrich e Thomas Mann, Rilke, Hoffmansthal e Arthur Schnitzler. Tem uma aventura sentimental com Frida Strindberg, acabada de se divorciar e de quem tem um filho - Friedrich Strindberg.

1897 - É representado O Espírito da Terra em Leipsig pelo Ibsen Theater de Karl Heine. Wedekind estreou-se como actor representando o papel do doutor Schön com Leonie Taliansky em Lulu; a tensão nervosa das representações faz com que adoeça e impede-o de continuar com a companhia durante a "tournée" pelo norte da Alemanha.

1898 - J. G. Stollberg, director da Munichschauspielhaus oferece a Wedekind o lugar de dramaturgo residente e de actor. Wedekind, perseguido pela polícia por causa de um poema satírico publicado no Simplicissimus foge para Zurique. Trabalha aí na sua nova peça, O Marquês de Keith.

1899 - Volta a Leipzig onde comparece perante um tribunal por causa do poema publicado é condenado a sete meses de prisão. A pena foi comutada depois de seis meses, durante os quais escreve o romance Minehaha. Regressa a Munique.

1901 - Trabalha no Elf Scharfrichter, pequeno cabaré, como começam surgir nas grandes cidades alemãs. Toca guitarra e canta canções que ele próprio compõe com um estilo que iria caracterizar todo o "cabaré alemão" (voz áspera, um pouco monótona e pouco treinada, segundo Brecht). É representado em Berlim O Marquês de Keith encenado por Martin Zickel. Escreve O Rei Nicolau.

1902 - O Marquês de Keith é representado sem qualquer êxito pela Academisch Dramatisch Verein de Munique e Wedekind representa o papel de Marquês; é apoiado pela crítica de Vanguarda. Max Reinardt apresenta O Espírito da Terra no seu Kleines Theater com Gertrud Eysoldt no papel de Lulu. O Rei Nicolau é representado também pela Academisch Dramatisch Verein de Munique, numa encenação de Georg Stollberg.

1903-1904 - Há várias peças de Wedekind em cena. Ele começa a aprender a representar, a dançar e a maquilhar.

1904 - Escreve Hidalla e A Caixa de Pandora, segunda peça da trilogia Lulu.

1905 - O Intimes Theater de Nuremberga apresenta um ciclo Wedekind, com o tenor, Hidalla e Lulu (na sua forma original em cinco actos); Wedekind representa os principais papéis. Hidalla é representado em Estugarda. A Caixa de Pandora, segunda peça da trilogia Lulu é estreada em Viena com Tilly Newes em Lulu e Wedekind em Jack, o Estripador. Tilly e Wedekind partem para Berlim onde representam os papéis principais de Hidalla e O Marquês de Keith. Hidalla é representado pelo Schauspielhaus de Munique, numa encenação de Georg Stollberg com Wedekind no papel de Hetmann. Escreve A Morte e o Demónio, epílogo da trilogia Lulu.

1906 - Wedekind e Tilly casam-se. Max Reinhardt contrata-o como actor. É levada a tribunal a publicação da peça A Caixa de Pandora que acaba por ser proibida. Max Reinhardt que tencionava apresentar a peça com wedekind no papel de Schigolch, encena O Despertar da Primavera com Wedekind no papel do Senhor Disfarçado. São dadas trezentas e vinte e uma representações da peça. A Morte e o Demónio é representado pelo Intimes Theater de Nuremberga, numa encenação de Emil Messthaler, com Tilly Wedekind em Lisiska e Wedekind em Casti-Piani. Escreve Música.

1907 - Escreve Censura.

1908 - Música é representada pelo Intimes Theater de Nuremberga com Wedekind no papel do Doutor Reisner. O Mundo Novo é representado em Munique. Escreve Oaha, a Sátira da Sátira, peça que nunca chegou a ser representada.

1909 - Censura é representada em Munique pela Schauspielhaus com Wedekind em Buridan e Tilly em Kadidja. Escreve A Pedra Filosofal.

1910 - Fritz Schwigerling é representado em Kassel com Wedekind no protagonista. Escreve O Castelo Wetterstein.

1911 - A Pedra Filosofal é representada pela Kleine Buhne de Viena, com Wedekind em Basílio e Tilly em Leonard, Kunz, Lamia e Gwendolin. Escreve Francisca.

1912 - Francisca é representada pelo Lustspielhaus de Munique numa encenação de Eugen Robert, com Wedekind em Kuns e Tilly em Francisca.

1913 - Escreve Sansão, ou Vergonha e Ciúme, poema dramático.

1914 - Sansão é representado pelo Lessingtheater de Berlim numa encenação de Barnowsky com Friedrich Kavssler em Sansão e Tilla Durieux em Dalila.

1915 - Escreve Bismarck.

1916 - É representado Arte e Mammon pelo Kammerspiele de Munique, encenado por Erich Ziegal.

1917 - O Castelo de Wetterstein é representado pelo Pfauentheater de Zurique numa encenação de Alfred Reucker em Effie. Escreve Hércules.

1918 - Morre.

1919 - Hércules é representado em Munique numa encenação de Albert Steinrick que também interpreta o papel principal.


Obras adaptadas para o cinema:

O Espírito da Terra - 1922, O Despertar da Primavera - 1929, A Caixa de Pandora - 1929. E Lulu inspirou Alban Berg a compor uma ópera, que não chegou a terminar, entre 1928 e 1935.

Breve Sinopse do espectáculo

Pedro e Diana interpretam "Melchior" e "Violeta"

O Despertar da Primavera é a história de dois jovens adolescentes, Melchior e Violeta. Ele pertence a uma família onde o pai é um representante do poder. Ela nasce no seio de uma família da classe média alta e recebe da mãe uma educação tradicional e religiosa. Ambos no “despertar da sexualidade”, encontram-se, apaixonam-se, amam-se, numa Primavera repleta de desejos, sonhos e fantasias....

Outras histórias se cruzam com a destes adolescentes. Entre brincadeiras, estudo, tropelias e desabafos, sente-se o respirar da vida, onde tudo é diferente depois do “primeiro sinal”, mas também o peso da repressão, tão dramaticamente mostrada nos diálogos entre estes jovens que se vão descobrindo e simultaneamente mostrando o mundo dos adultos, por outras palavras, denunciando os preconceitos e o conservadorismo das instituições e chefes de família, que prezam a todo o custo a sua imagem, o cinismo de uma religião castradora e hipócrita, e a inutilidade de uma educação, tão pouco atenta às suas dúvidas e anseios.

Assim, à medida que se vai desenrolando a história, o espectador é confrontado com problemas flagrantes como o abuso sexual, a violência doméstica, a gravidez na adolescência, a droga, a prostituição, as doenças sexualmente transmissíveis, o suicídio...

"O Despertar da Primavera"

Das Razões do Projecto

Este espectáculo é mais um projecto da Companhia Contigo Teatro. Desta vez, propomo-nos, através da arte teatral, recriar o mundo da adolescência, um mundo de descoberta e de afirmação, mas também de conflitos, para os quais devemos estar atentos. A nossa aposta vai para O Despertar da Primavera de Frank Wedekind numa adaptação da dupla Marco Mascarenhas e Onivaldo Dutra.

Além do espectáculo, O Despertar da Primavera pretende pois, ser um momento de reflexão, não só para os adolescentes mas também para os pais, professores, educadores e todos os que têm responsabilidades na formação dos jovens. Por este facto, consideramos a necessidade de apresentar este trabalho a todas as Escolas Básicas de 3º Ciclo e Secundárias da Região Autónoma da Madeira, e gostaríamos de poder contar como o apoio de todos os professores, muito em particular dos que dinamizam os projectos de Educação para a Sexualidade, no sentido de organizarem a vinda dos alunos ao Teatro Municipal Baltazar Dias onde poderão assistir a um espectáculo que esperamos seja do agrado de todos.

As representações estão agendadas para a semana de 7 a 12 de Março, no Teatro Municipal Baltazar Dias, com sessões especiais para as escolas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O Arranque

Dia 1 para o BLOG da Associação "Companhia Contigo Teatro".


Associado ao site oficial da companhia, este blog nasce para permitir a que os membros possam ter uma participação mais activa na vida desta na internet. É um espaço livre, onde serão colocadas algumas notícias sobre cada membro, alguns trabalhos, algumas fotos e que mais for imaginado.