terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Diário do Encenador

04/02/08

“Brevíssimo”

Hoje o ensaio foi um tanto quanto desequilibrado, passámos as cenas na sequência, entretanto houve novamente faltas que prejudicaram o trabalho dos outros actores. Os que estavam presentes fizeram o que puderam para amenizar o problema dando as falas dos ausentes. Claro que isso de pouco adiantou, meu desânimo foi tanto que acabei o ensaio antes de chegar ao fim.

Apontei o que foi possível sobre o trabalho de alguns actores.

As fadas foram maravilhosas e estão cada vez melhores.

Em suma, foi complicado.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

E os Ensaios continuam...

(os ensaios continuam, com muita alegria e entusiasmo)

Ao um ritmo "non-stop" os ensaios para "O SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO" continuam a decorrer. Com tropeções, asneiradas, risos, e muito, mas muito trabalho, lá continuam os "nobres" actores a levar a água ao seu moinho. Tudo para que, no dia 20 de Fevereiro, consigamos arrasar no palco do Teatro Municipal.

Enquanto isso não acontece, deixamos umas quantas fotos dos ensaios, com particular destaque para as nossas bailarinas de serviço. Cliquem aqui para ver, ou visitem a galeria no site da companhia.

Relato do Dia - Hugo

02/02/2008

É a realização de um sonho participar nesta belíssima obra de Shakespeare: O Sonho de Uma Noite de Verão. Um sonho que dentro de dias irá realizar-se no Teatro Baltazar Dias.

Agradeço o facto de me terem dado a oportunidade de poder demonstrar o que valho no palco.

A minha personagem tem de nome Lingrinhas, e como arte é um alfaiate. É um homem de meia-idade baixo e magro. O Lingrinhas é envergonhado e, cre-se, com tendências homossexuais. Mas é quando se encontra entre amigos (outros artesãos que preparam uma peça de teatro para apresentarem no casamento do duque) que liberta todas as tensões.

Tenho aprendido muito nos ensaios desde a colocação da voz, passando pela respiração e acabando no conhecimento do meu corpo.

O grupo é fantástico e divertido! Os ensaios passam a correr. Sinto o apoio de todo o elenco e da produção!

Não percam este espectáculo, garanto que vão adorar e divertir-se muito. Fartando-se de rir iram retirar uma lição desta historia que mesmo sendo um clássico do século XVI tem muito dos dias de hoje!

Hugo Olival
"Lingrinhas"


Diário do Encenador

02/02/08

“Fadas, fadas… e mais fadas”

Bem, depois de uma noite de comemorações e um despertar um tanto quanto lento, dirigi-me ao local do ensaio, uma hora antes da hora habitual, para ensaiar juntamente com a coreógrafa as coreografias das fadas.

O árduo trabalho começou. Inicialmente limitei-me a por as músicas e só interferi quando foi-me solicitado alguma opinião ou esclarecimento de dúvidas relacionadas com as cenas.

Os actores começaram a chegar e, para minha tristeza, constatei que faltavam elementos de cenas importantes. Não me deixei levar por isso. Dei mais algum tempo para as fadas trabalharem. O Director musical chegou e logo tomou o “posto”. Trabalhei uma cena difícil alterando-a completamente para ajudar o desempenho dos actores. Apontei problema de sincronismo e eles próprios começaram a sentir como deveriam “encaixar” os tempos de algumas falas. Resultou muito bem e fiquei um pouco mais satisfeito. Como não pude avançar mais, pela falta dos outros, dispensei os actores e chamei a coreógrafa com as fadas para continuarem a ensaiar no palco.

Infelizmente as fadas não voam como eu gostava que o fizessem, então que entrem em cena como se voassem pelo espaço... Que arrasem nos movimentos!

E assim foi…

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Relato do Dia - João

01/02/2008

A palavra CONTIGO TEATRO tem muito que pensar, por isso escrevo os meus pensamentos através de um cruciograma, com as palavras “contigo teatro”.

Construção de uma,
Obra sonhada da
Noite para o dia com
Ternura
Imensa,
Gosto pelo teatro
Orgulho-me de fazer parte da peça de Shakespeare, “Sonho de Uma Noite de Verão”.

Tentação tenho em cada dia por pertencer a este
Elenco fantástico porque dão-me apoio para continuar neste trabalho
Ambicioso sou… por isso luto a cada momento pela
Transformação que faço de cidadão para arte do actor.
Reitor é o meu mestre, Marco Mascarenhas, um encenador cinco estrelas, do qual
Orgulho-me de trabalhar.


Aqui descrevo o que sinto por trabalhar com todo o elenco, produção e realização.

Um grande abraço para todos.

João Castro
"Gaitinhas"


Diário do Encenador

01/02/08

“Breves...”

Passámos a peça do começo ao fim sem parar. Os maiores problemas concentraram-se no fim, mas nada que não se resolva.

Observei as coreografias com a coreógrafa e acabámos por acertar detalhes e afinações para o dia seguinte. Dar prioridade às fadas.

Gostava de já ter tudo pronto e montado no palco do Teatro Municipal, não vejo a hora de lá estar… Enfim… Ansiedades…

… Camomila… Necessito de um chá de camomila…

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Diário do Encenador

31/01/08

“A Paixão”

O ensaio começou, evoluiu e terminou bem. Sem grandes problemas.

Muitas coisas que aconteceram nos ensaios durante esse mês e que foram descritas nesse “Diário do Encenador”, com sinceridade e certa precisão. Foi uma proposta aliciante da parte de um dos membros da produção.

Não pude deixar de exprimir emoções nesses “comentários pessoais”, mas, principalmente, também escrevi apontamentos sobre a arte de estar em palco com o objectivo de ajudar alguns dos meus queridos actores durante o processo de criação.

Foi um longo processo devido as poucas horas diárias dedicadas à peça. Por vezes difícil, pela exigência necessária para a concretização do projecto.

Qual o valor de um artista e de sua obra para o grande público? Em que isso pode interferir nas suas vidas? Será apenas um momento de prazer? Ou de crítica analítica para aqueles que dizem-se entendedores na matéria?

A leitura de uma obra rica em signos, nesse caso um espectáculo “shakespeariano”, é feita de maneira instintiva e sensorial pela maioria dos espectadores.

Agora que as coisas estão a caminhar para a estreia, tenho de concentrar-me para o “grande momento” dos actores e também do público, pois, sem este, não haveria razão de ser o Teatro.

A pensar, com carinho, nas pessoas que adentrarem o Teatro Municipal, expectantes do que vão assistir, sinto-me a distribuir paixão de uma forma singela, não piegas, mas simplesmente delicada e bem disposta porque, a sintetizar, o espectáculo fala de paixão.

Quanto a mim, resta-me um sorriso na alma e agradeço ao Universo pela oportunidade de exercer minha profissão de homem do teatro e ser respeitado pelo que faço.